Reporter da Escrita

Quando se nasce sem sonhos, procuramos depois pela vida fora, um motivo para viver feliz e contente. Quando se é portador de deficiência visual, temos sempre a ideia de que ninguém nos liga  Passar a vida a provar aos outros que somos iguais de direitos e deveres, e depois encontramos gente preconceituosa, que acha o mesmo, mas age diferente. Encontrei no ensino oficial, faculdades e nos diversos empregos e formações. Quer se queira, quer não, somos sempre rotulados como os “coitadinhos”.

Toda a minha vida fiz o que era impensável fazer. Sem ter sonhado com nada, sem ter um objetivo, uma meta, as coisas foram acontecendo. Acabei por sendo adotado pelas coisas, seja na arte de representar, sendo como Bombeiro, ou mesmo como Marchante das Marchas Populares.

Fui aprendendo com a vida, com os erros, e mesmo assim, sempre sem apoio da família.

Quando me estreei no teatro no colégio(Instituto António Feliciano de Castilho-Campo de Ourique, ninguém da família na plateia. Quando me estreei na tv e no cinema, também não tive uma palavra, mas como era o que gostava, e continuo a ser actor, é o que mais me interessa.

Gosto sem duvida mais de teatro que de televisão. Pois aqui, vemos a personagem crescer e desenvolver-se, na tv e cinema, entramos, gravamos e saímos e quase ninguém dá por nós. Mesmo neste meio ha bom e mau. Há personagens que nos desafiam e outras, que nem sentimos nem desafiamos.

Hoje, sou Repórter da Escrita, graças ao Cenjor, sem duvida ao Paulo Rodrigues, que tem sido inexcedível. Foram 4 cursos de jornalismo e haverá mais alguns para fazer sem duvida. Termino Coaching e Comunicação no Cecoa, e em breve, vou iniciar outro de Técnico de Multimédia no Cinel. É preciso sem duvida, saber o que se quer e para onde queremos ir.